Destilado estilo bourbon · Base de cana · Kasher lePessach

Cana & Carvalho

Destilado de cana envelhecido em carvalho americano novo, tostado e queimado em casa. O perfil do bourbon reconstruído sem cereal, sem malte e sem kitniyot.

Mosto
20 L
Na madeira
60% ABV
Na garrafa
50% ABV
Rende (estim.)
2,3 L
Mosto à garrafa
≈15 semanas
01

O que se sabe e o que é reconstrução

O bourbon não tem ingrediente secreto para substituir, só o grão e o malte. O resto vem do carvalho e da fermentação, e isso dá para reproduzir com cana.

Pela lei americana (27 CFR 5.143), bourbon sai de um mosto com pelo menos 51% de milho. É destilado a no máximo 80% de álcool, guardado a no máximo 62,5% em carvalho novo queimado por dentro e engarrafado a pelo menos 40%. Não pode receber aroma nem corante. Para Pessach, isso significa que só duas coisas precisam sair: os cereais, que são chametz (principalmente a cevada maltada, fonte das enzimas), e o milho, que é kitniyot.

O que dá ao bourbon o sabor de bourbon já foi medido. Poisson & Schieberle (2008) quantificaram 26 compostos de aroma num bourbon e recriaram o aroma só com eles. Quando tiraram um de cada vez, os que mais fizeram falta foram a vanilina, a cis-whisky-lactona, o etanol e o conjunto dos ésteres. Os dois primeiros vêm do carvalho americano tostado; os ésteres, da fermentação. Nenhum composto próprio do milho apareceu entre os indispensáveis.

Os limites: foi um único bourbon, então isso apoia, mas não prova, que uma base de cana chega perto. Perdem-se a doçura de grão e a especiaria do centeio. E a frase "60–80% do sabor vem do barril", repetida em todo lugar, não tem medição publicada que eu conheça. Nada nesta página se apoia nela.

Etiquetas de evidência

Confirmado medido em análise publicada ou definido em lei. Inferido reconstrução apoiada em fontes secundárias e prova sensorial: hipótese bem fundamentada, não receita revelada. Substituição escolha deste projeto, por kashrut, por disponibilidade ou para cobrir uma função.

Por que cana, e as outras bases sem kitniyot

Batata e mandioca são amido: precisam de enzima para virar açúcar, e enzima com hechsher lePessach é justamente o que falta. Frutas como banana e tâmara têm pectina, que gera mais metanol, e o destilado vira aguardente de fruta. Mel dá notas florais e custa caro. Cana já é açúcar: fermenta sem enzima, gera pouco metanol, é barata, e há alambique de cobre em todo o Brasil. Caldo de cana fresco também serve, mas traz as notas verdes da cachaça. Açúcar cristal com mascavo fica mais neutro e deixa a madeira aparecer. Inferido

As rotas oito caminhos para o mesmo perfil de sabor

O nome do produto não importa para o sabor. As rotas mudam quem destila, de que base e como a madeira entra. As rotas A e B usam o método principal; as rotas C a H têm passos próprios na seção 04.

RotaComoO que o produto éPara
ADestilar em casa um mosto de açúcar cristal e mascavo e envelhecer em carvalho.Destilado de canaUso próprio
BComprar destilado de cana com hechsher lePessach e só envelhecer. A lista de Pessach da BDK de 2021 incluía 51 Exportação, 29 e a Reserva 51 Carvalho Americano (já envelhecida em carvalho americano de primeiro uso); confira a do ano.Destilado de cana com carvalhoUso próprio
CUma destilaria já registrada produz a sua receita com a sua marca, com supervisão kosher.Aguardente de cana ou cachaça envelhecida, ou rumVenda
DArrendar um alambique ainda não registrado e regularizá-lo.Aguardente de cana envelhecida ou rumVenda
ELascas de carvalho e/ou compostos de aroma puros, dosados por prova.Destilado com aromas; no comércio, só bebida compostaUso próprio
FEnvelhecimento acelerado com calor controlado, mais uma solera entre os lotes anuais.Qualquer baseUso próprio
GTrocar a base por melado ou melaço, com fermentação mais longa.RumOs dois
HFazer um extrato de carvalho à parte e dosá-lo num destilado de cana neutro.Destilado de cana com extratoUso próprio
02

Análise de componentes

Dividida pelas três etapas do processo. Em negrito, o que foi mudado de propósito em relação ao bourbon.

Mosto por 20 L · 10 dias

ComponenteDoseFunçãoContribuiPrincípio ativoBase
Açúcar cristalSaccharum officinarum, sacarose pura 2,48 kg Base fermentável Substitui o milho e o malte. Álcool limpo, sem precisar de enzima, e uma base neutra onde a madeira aparece. Perde a doçura de grão. Sacarose → etanol; ≈0,384 ponto de densidade por g/L Substituição
Açúcar mascavocana não refinada, ~85% açúcares 1,06 kg Ponte de caramelo Caramelo e melaço leve na base. Seus minerais seguram o pH. Acima de ~30% do açúcar, puxa para rum. Sacarose, açúcares redutores, compostos de Maillard do cozimento do caldo Substituição
Levedura secaSaccharomyces cerevisiae, hechsher lePessach 20 g Fábrica de ésteres O frutado (banana, pera) e parte do corpo. Rende mais ésteres entre 26 e 30 °C. Hexanoato, butanoato e 2-metilbutanoato de etila, entre os compostos-chave do bourbon Confirmado
Fosfato diamônicoDAP, grau alimentício, puro 10 g Nitrogênio Mosto de açúcar não tem nitrogênio; sem ele a levedura sofre e solta enxofre. Entra no lugar da ureia, que forma carbamato de etila. Amônio que a levedura assimila Inferido
Levedura fervidaa mesma levedura certificada, 10 min 10 g Vitaminas Substitui o "nutriente completo" de homebrew, cuja levedura inativa tem origem desconhecida. Vitaminas do complexo B e aminoácidos de levedura morta Substituição
Limão ou vinhaçaCitrus × latifolia no 1º lote; vinhaça filtrada depois pH 5,0–5,5 Acidez inicial Protege o mosto de bactérias no começo. A vinhaça é o sour mash do bourbon: dá consistência entre um lote e outro. Ácido cítrico; ácidos orgânicos e nutrientes da vinhaça Confirmado

Destilado alambique de cobre · 2 dias

ComponenteDoseFunçãoContribuiPrincípio ativoBase
Cobrealambique, contato nas duas destilações Remove enxofre Limpa cheiro de ovo podre, borracha e repolho. Por isso alambique de inox não serve. Cobre reage com os compostos voláteis de enxofre Confirmado
Coraçãocorte central, 65–70% ABV na mistura ≈1,7 L Estrutura Carrega o aroma. No estudo de omissão, tirar o etanol mudou o aroma do bourbon. Etanol Confirmado
Início da caudaprimeiros potes com leve oleosidade 1–3 potes Corpo Corte mais largo que o de cachaça. A oleosidade que a madeira integra ao longo dos meses. Álcoois superiores, ésteres de ácidos graxos Inferido

Madeira por litro de destilado a 60% · 1–3 meses

ComponenteDoseFunçãoContribuiPrincípio ativoBase
Fração 1: cocoQuercus alba nova, 175 °C × 1 h 150 cm²/L Assinatura Coco e madeira fresca, o que separa o bourbon de outros destilados envelhecidos. Três frações em vez de um barril, para dosar cada nota em separado. cis-whisky-lactona, abundante no carvalho americano; tosta forte a destrói Confirmado
Fração 2: baunilhaQuercus alba nova, 200 °C × 2 h 150 cm²/L Sabor dominante Baunilha, pão tostado, caramelo. Vanilina, da quebra da lignina pelo calor; furfurais, dos açúcares da madeira Confirmado
Fração 3: barrilQuercus alba nova, 200 °C × 2 h + queima numa face 150 cm²/L
50 queimada
Cor, fumaça, filtro Cor âmbar, cravo, fumaça. A camada tostada fica embaixo da queimada, como no barril. Nada de corante: a cor vem daqui. Eugenol, guaiacol, açúcares caramelizados; o carvão adsorve enxofre Inferido
Fração 4: amburana, opcionalAmburana cearensis 34 cm² em 100 mL, 7 dias Acento brasileiro Canela e cumaru. Muda o caráter; não reproduz o bourbon. No máximo 10% do blend, por segurança. Cumarina; 0,6–30 mg/L medidos em cachaças de amburana Substituição
Reservadestilado a 60%, sem madeira 20% Correção Dilui excesso de madeira ou fumaça sem mudar o teor. É a única saída quando se passa do ponto. Substituição

Madeiras nacionais detalhe, não substituto

Nenhuma madeira brasileira analisada mostrou a lactona do carvalho, que dá o coco do bourbon, e nenhuma entrega baunilha, coco e queimado juntos. O carvalho americano continua sendo a base. Algumas servem como detalhe, sempre em fração separada e dosada no blend, como a amburana.

MadeiraO que foi medidoUso aquiCuidadoBase
Amburana, cerejeiraAmburana cearensis Cumarina dominante, di-hidrocumarina (nota de coco) e vanilina. Sem tosta, cedeu mais vanilina. Fração 4: baunilha e canela Teto de 10% do blend. A maioria das cachaças de amburana analisadas passou do limite de cumarina da ANVISA. Confirmado
JequitibáCariniana legalis (rosa), C. estrellensis (branco) O jequitibá-rosa tem os compostos de baunilha mais parecidos com os do carvalho. Do branco, não há análise. Poderia reforçar a fração 2 Jequitibá-rosa está ameaçado; corte e comércio proibidos. Pergunte qual espécie é. Confirmado
JatobáHymenaea courbaril Siringaldeído, com o menor total de compostos de madeira entre as analisadas. Nota secundária; mais cor que sabor Inferido
BálsamoMyroxylon peruiferum Siringaldeído e ácido siríngico; aroma herbal e balsâmico. Não: puxa para longe do bourbon Inferido
CabreúvaMyrocarpus frondosus Terpenos (nerolidol). Não cedeu vanilina. Não serve Confirmado
Grápia, freijóApuleia leiocarpa, Cordia goeldiana Sem análise que ajude. Imprevisível Grápia é espécie vulnerável. Inferido
CastanheiraBertholletia excelsa Pouca vanilina, quase só com tosta. Evitar Exploração em floresta nativa proibida. Confirmado
Canela-sassafrásOcotea odorifera Safrol no óleo da planta. Evitar A ANVISA restringe o safrol; espécie ameaçada. Confirmado
IpêHandroanthus spp. Contém lapachol, tóxico em estudos com animais. Não há dado de quanto passa para a bebida. Evitar Sem dado de segurança na bebida. Inferido

Compostos de aroma rota E · µg por litro do lote pronto

Na coluna Dose, o primeiro número é por onde começar e o segundo é o nível medido no bourbon por Poisson & Schieberle (2008). Esse nível é teto de gosto, não meta, porque madeira e fermentação já trazem parte de cada composto. Nenhum desses compostos tem limite máximo na ANVISA; a IN 211/2023 permite aromatizantes em bebidas compostas sem limite numérico. Ficam de fora: o furfural, tóxico puro e já produzido pela tosta, e a fumaça líquida.

ComponenteDoseFunçãoContribuiPrincípio ativoBase
VanilinaFEMA 3107, grau FCC 500 → 2.130 Sabor dominante Baunilha. Corrige quando a fração de baunilha ficou fraca. Limiar 22 µg/L; OAV 97 no bourbon Confirmado
Whisky-lactonaFEMA 3803, mistura cis/trans 500 → 2.490 Assinatura Coco e madeira. A vendida no comércio mistura as formas cis e trans e é mais fraca que o isômero medido no bourbon. (3S,4S)-cis; limiar 67 µg/L; OAV 37 Confirmado
EugenolFEMA 2467 50 → 240 Especiaria Cravo. Cobre parte da especiaria perdida do centeio. Limiar 7,1 µg/L; OAV 34 Substituição
GuaiacolFEMA 2532 10 → 56 Queimado Fumaça e queimado. Acima do nível do bourbon vira cheiro de remédio. Limiar 9,2 µg/L; OAV 6 Confirmado
β-damascenonaFEMA 3420, isômero (E) 2 → 11 Ponte Maçã cozida e mel. Liga a fruta da fermentação à madeira. Limiar 0,1 µg/L; OAV 79 Confirmado
3-MetilbutanalFEMA 2692 50 → 342 Grão A nota maltada que a base de cana não tem. Oxida e vira cheiro de suor: solução-mãe sempre nova. Limiar 2,8 µg/L; OAV 122 Substituição
Hexanoato de etilaFEMA 2439 300 → 1.990 Frutado Só se a fermentação deixou a base sem fruta. Limiar 30 µg/L; OAV 67 Inferido
Tanino de carvalhoLaffort Quertanin 10 → 50 mg/L Estrutura Adstringência de barril, quando as lascas deram aroma mas não corpo. Elagitaninos do cerne do carvalho Inferido
03

Controle kasher lePessach

Onde o chametz e o kitniyot entram sem ninguém perceber: quase sempre em coisas que não parecem ingrediente.

Açúcar
Açúcar de cana puro não tem grão. Mas o açúcar de confeiteiro leva amido (em geral de milho) para não empedrar, e há "açúcares" misturados com adoçante ou maltodextrina.
Use cristal, demerara ou mascavo puros, só de cana. Confira na lista de Pessach do rabinato se ela exige hechsher para açúcar.
Fermento
O fermento caipira de cachaça é feito com fubá e farelo de arroz, ou seja, kitniyot. Levedura de cerveja é chametz. Levedura seca comum pode ter aditivos e meio de cultivo não declarados.
Use levedura seca com hechsher lePessach explícito, como as Zymaflore e Actiflore da Laffort com o logo de Pessach na embalagem.
Nutrientes
"Nutriente completo" de homebrew traz levedura inativa de origem desconhecida. Vitaminas de farmácia usam amido como excipiente. A ureia não é problema de kashrut, mas forma carbamato de etila, contaminante conhecido da cachaça.
Use fosfato diamônico puro, grau alimentício, e levedura certificada fervida, ou o Nutristart KP da Laffort com carta de Pessach do lote.
Acidez
Vinagre de malte é chametz. Vinagre de álcool e ácido cítrico industrial têm origem incerta.
Use limão fresco no primeiro lote e vinhaça do próprio processo nos seguintes.
Madeira usada
Lascas e barris "de bourbon", "de whisky" ou "de cerveja", vendidos no Brasil para cachaça e cerveja, absorveram chametz e na prática não se kasherizam. Barril de vinho traz a questão de yayin nesech. Barril que o fornecedor "curou" com cachaça: não se sabe com o quê. Barril "reformado" é barril usado.
Use só carvalho novo, que o bourbon exige de qualquer forma. Barril, cure só com água.
Espécie da madeira
Aqui o problema não é kashrut, é engano de nome: não existe carvalho nativo no Brasil. "Carvalho nacional" e "carvalho-brasileiro" são outras árvores. Madeira nacional não substitui o carvalho (seção 02), e jequitibá-rosa, castanheira e canela-sassafrás têm restrição legal.
Exija Quercus alba na embalagem, nova e sem tosta.
Aromas prontos
Essência "tipo bourbon" ou de baunilha é aroma pronto num solvente que o rótulo não declara. Corante caramelo pode vir de glicose de trigo ou de milho; glicerina, de soja ou de gordura animal.
Não use nenhum. O bourbon de verdade também não pode usar.
Destilado comprado (Rota B)
"Kasher" sem "lePessach" não basta: a maioria das vodkas é de cereal, e o "álcool de cereais" já diz no nome o que é. Cachaça pode ter açúcar adicionado e ter passado por madeira desconhecida.
Use só destilado de cana branco, sem madeira, com hechsher lePessach explícito. Sem isso, faça a Rota A.
Equipamento
Alambique, baldes, mangueiras e borrachas que já tiveram cerveja ou whisky absorveram chametz.
Alambique de metal: hagalá, com orientação do rav. Plásticos e borrachas: compre novos.
Compostos de aroma (rota E)
Composto puro às vezes vem num veículo: etanol de cereal e maltodextrina são chametz. Vanilina "natural" pode vir de ácido ferúlico de farelo de arroz, o que levanta questão de kitniyot. Grau perfumaria ou reagente de laboratório não tem controle alimentar.
Use grau alimentício (FG ou FCC, com número FEMA), puro, com certificado kosher lePessach do lote, e dilua no próprio destilado.
Taninos e lascas enológicas
Pareve não é lePessach. Nas lascas Nobile, só o código EMB 33167 é pareve, e não para Pessach.
Peça certificado de Pessach por lote. Da Laffort, Nutristart KP e Tanin VR KP têm carta de Pessach por lote; a página do Tanin VR KP não diz se ele é de carvalho.
Fumaça líquida
Perfil de siringol, mais churrasco que bourbon. Um dos componentes tem suspeita genotóxica, e a União Europeia retirou a autorização de todos esses produtos.
Não use. O queimado vem da queima da madeira ou de guaiacol em dose mínima.
Melado e melaço (rota G)
Melado industrializado pode ter xarope de glicose, em geral de milho. Melaço de usina vendido para ração pode ter aditivos de processo.
Use melado ou rapadura 100% cana, ou melaço alimentício com hechsher.
Destilaria parceira (rotas C e D)
Pé-de-cuba feito com fubá ou farelo de cereal; equipamento compartilhado com gin, vodka ou whisky de grão; barril "de primeiro uso" sem confirmação de que nunca teve outra bebida.
Exija produção especial com inspetor da agência, levedura e kasherização aprovadas e barris novos lacrados.
Solera (rota F)
Uma única adição imprópria contamina a solera inteira, para sempre.
Só entra lote novo aprovado, sem madeira.
Limite desta página

Controlar os ingredientes não é hechsher, e esta página não é decisão haláchica. Leve ao seu rav, antes de comprar qualquer coisa: a levedura, se o açúcar exige certificação e se o alambique pode ser kasherizado.

Categorias legais se for vender

O nome não importa para o sabor, mas define o que o processo pode ter. O Decreto 12.709/2025 revogou o Decreto 6.871/2009, e os padrões de cachaça e aguardente de cana estão na Portaria MAPA 539/2022. "Bourbon" é nome exclusivo dos EUA; "whisky" exige cereal. Termos como "estilo bourbon" não têm proibição expressa, mas a norma veta nomes que induzam erro sobre a identidade da bebida: evite.

CategoriaBaseTeorMadeira e "envelhecida"Aromatizantes
CachaçaSó caldo38–48%Barril novo permitido. Lascas só tostadas "sem combustão", e sem declarar envelhecimento. "Envelhecida": pelo menos 50% com 1 ano ou mais em barril de até 700 L.Proibidos
Aguardente de canaCaldo ou destilado de cana38–54%Como na cachaça, com teor mais alto permitido.Proibidos
RumMelaço, ou caldo com melaço35–54%Carvalho obrigatório: 1 ano ou mais em barril de até 700 L. "Rum velho": 2 anos ou mais.Proibidos
Aguardente de melaço, melado ou rapaduraA própria matéria-prima38–54%"Envelhecida": 1 ano ou mais em barril de até 700 L.Proibidos
Aguardente composta ou bebida compostaDestilado com ingredientes38–54%Não prevista.Aguardente composta: ingredientes vegetais. A IN 211/2023 permite aromatizantes em bebidas compostas. Confirme o enquadramento com um responsável técnico.
Mosto de açúcar (rota A)Açúcar cristal e mascavoNão há padrão específico; o registro dependeria de análise do MAPA.
Mais liberdade dentro da norma

Para vender: aguardente de cana envelhecida (até 54%, barril novo de carvalho americano) ou rum de melaço. Compostos de aroma só cabem em bebida composta. Inferido

04

Método

As rotas A e B contam os dias a partir da montagem do mosto; as rotas C a H vêm depois, cada uma com seus passos. Todas as marcações ficam salvas no diário do lote.

Diário do loteSalvo neste aparelho

As marcações e os números das calculadoras ficam salvos neste aparelho. Para vê-los também no celular, no iPad e no site, crie o diário sincronizado uma vez e conecte os outros aparelhos com o código.

Onde comprar todas as rotas · consultado em setembro de 2026

Cada tabela diz só o que a página do fornecedor confirma; confirme preço, estoque e envio antes de comprar. "Kosher" não quer dizer lePessach: peça a carta de Pessach do lote.

Carvalho americano novo, no Brasil

FornecedorProdutoO que a fonte confirma
IndupropilIjuí-RSLascas sem tosta, tosta média ou altaAs sem tosta são as melhores para fazer as três frações em casa.
Smart Naturae · Estação Brew ShopLascas CanadellCarvalho americano dos EUA, tosta média ou média-plus; cerca de R$ 200–250 o quilo.
Manassés BrewshopLascas Nobile American BlendTosta média; 100 g por R$ 28,90. Pareve só o código EMB 33167.
Piquiri BrewshopCubos de 1 cm; espiralCubos a R$ 19,99; a espiral de carvalho americano estava esgotada.
Tanoaria EspanhaSCBarris novos de 225–500 LCarvalho americano e francês novos; envia para todo o Brasil.
Premier Pack / ISCSantana de Parnaíba-SPBarris novosTosta e queima em três intensidades; vende a partir de um barril. Tamanho pequeno não confirmado.
Tanoaria MesacazaRSBarril de 50 LListado como "Carvalho Americano Novo", mas o nome do item diz "semi novo reformado". Confirme por escrito.
Cobre BrasilFormiga-MGBarril novo de 200 LAnúncio encontrado; o site não abriu na verificação.

Carvalho americano novo, no exterior

FornecedorProdutoO que a fonte confirma
The Barrel MillEUAEspirais de tosta leve a forte e Char #3; barris de 2,5–53 gal com Char #3Barril de 5 gal a US$ 195. O site só entrega nos EUA; as espirais aparecem em marketplaces.
Black SwanEUAInsertos Honeycomb; aduelas com tosta e char à escolhaInsertos a US$ 15 (3 unidades); aduelas a partir de US$ 7,50. Envio internacional não informado.
Badmotivator BarrelsEUABarris de 6,4 e 19 L, de tosta leve com char 2 até tosta forte com char 3O Brasil está na lista de países atendidos; impostos por conta do comprador.
Oak Barrels LtdEUABarris de 1–20 LCarvalho branco americano; 5 L a US$ 64,95. Char não informado.
Midwest Barrel CoEUABarril novo de 5 gal, Char #1 ou #3US$ 179,99; envio internacional só a partir de 8 barris.
Iberian CoppersPortugalBarril de 20 L, tosta médiaEnvia para o mundo todo; char não informado.
Loja dos BarrisPortugalLascas de 1 kg, de natural a tosta forteTosta média a € 35,22.
OAKBARRELS.SHOPAlemanhaBarril Speyside novo de 200 L, char 1 a 5Preço sob consulta.

Alambiques de cobre

FornecedorTamanhosO que a fonte confirma
Santa EfigêniaItaverava-MGKits de 5–40 LCobre; também faz plantas completas.
DecobremetaisMG20 LCobre puro; R$ 2.691 em promoção, frete grátis.
FadilDivinópolis-MGMédiosFabrica desde 1980; 5 anos de garantia.
Conceito Cobre10 LA panela é de inox; só a coluna é de cobre.
Iberian Coppers (Al-Ambiq)Portugal10–100 L; sob medida até 500 L ou maisEnvia para o mundo todo.
Lusian CoppersPortugal1,5–200 LCobre sem chumbo; preço e envio sob consulta.

Compostos de aroma

FornecedorProdutoO que a fonte confirmaKosher
Sigma-Aldrich / Mercklinha FG, via Merck BrasilVanilina W310700; whisky-lactona W380300; 3-metilbutanal W269204; guaiacol W253200; damascenona W342017Grau alimentício. A damascenona vem a 1,1–1,4% em etanol, que pode ser de grão.Kosher em W269204, W253200 e W342017; Pessach não confirmado
The Perfumer's ApprenticeEUAEugenol FCC; guaiacol naturalEnvia ao Brasil. A whisky-lactona e a damascenona dessa loja são vendidas como fragrância, não como alimento: não use.Não informado
Penta Fine IngredientsEUACatálogo com número FEMASem pedido mínimo.Estoque kosher
SynerzineEUAMais de 1.200 aromasSem loja online; pedido por contato.Certificado por produto
Ingredientes OnlineBrasilVanilina USP ≥99,5%Indicada para uso em alimentos.Não informado

Leveduras e insumos com Pessach

FornecedorProdutoO que a fonte confirmaPessach
Laffortno Brasil, via Provin BrasilLeveduras Zymaflore e ActifloreCertificado "Kosher & Parve including for Passover", válido até 31/05/2027, só para embalagens com o logo.Sim, com logo
LaffortNutristart KP (nutriente); Tanin VR KPCertificado de Pessach por lote. A página do Tanin VR KP não diz se o tanino é de carvalho.Por lote
LallemandDistilaMax CN, cepa isolada pela UFMG para caldo e melaçoFicha técnica diz kosher; não fala de Pessach. Peça a carta.Não informado

Instrumentos, no Brasil

ItemO que a fonte confirma
Alcoômetro IncotermFaixa de 30–40 °GL, com termômetro, R$ 385,06. Para medir o coração e a entrada na madeira você também vai precisar das faixas mais altas (50–60 e 60–70 °GL).
Micropipeta Kasvi 10–100 µLR$ 443,03; mede as doses da rota E.
Balança Marte AD200210 g com divisão de 0,001 g, homologada pelo Inmetro; R$ 4.529 no Pix. Dispensável se você diluir as soluções-mãe em duas etapas.
Lavadora ultrassônica Eco-Sonics3 L e 40 kHz, com ou sem aquecimento; para a rota F.
Sous-videInkbird ISV-200W em 110 ou 220 V (Mercado Livre); Anova Pro só em 110 V.
Importar como pessoa física

Imposto: 0% até US$ 50, só em sites do Remessa Conforme. Nos demais, 60% sobre produto, frete e seguro, mais ICMS de 17–20% (Receita Federal). A maioria das tanoarias e lojas de aroma acima não está no programa.

Madeira: barris e lascas tostadas passam só por inspeção na chegada. Lascas e aduelas sem tosta podem exigir certificado fitossanitário e tratamento (IN SDA 5/2005). Compre as sem tosta no Brasil.

Químicos: nenhum dos compostos da rota E está na lista da Polícia Federal. O acetato de etila está, controlado a partir de 1 g: não o importe.

Rotas A e B destilar em casa · a rota B começa no dia 12

Dia −14antes · as duas rotas

Levar o plano ao rav e comprar o que exige certificação

A kashrut vem primeiro porque um ingrediente errado não sai depois. O erro mais comum aqui é comprar lascas "de barril de bourbon" achando que é o mesmo carvalho.

  • Levedura seca com hechsher lePessach, DAP puro, açúcar cristal e mascavo puros.
  • Aduelas de Quercus alba novas e sem tosta.
  • Alambique de cobre, balde fermentador novo com airlock, densímetro, alcoômetro, fitas de pH, termômetro.
  • Uns 20 potes de vidro de 250 mL e 4 frascos de vidro de 1 L com tampa sem metal exposto.
Dia −1Rota A · 3 h

Limpar o alambique

O verdete (azinhavre, a crosta verde do cobre) é tóxico e passa para o destilado. Esfregue com limão e sal e enxágue. Depois faça uma destilação só com água e suco de limão, e jogue fora tudo o que sair.

Dia 0Rota A · 2 h

Montar o mosto e colocar a levedura

Pegue as quantidades na calculadora de mosto (seção 05). Dissolva os açúcares em parte da água quente e complete até o volume com água sem cloro (fervida e resfriada, ou mineral). Colocar a levedura com o mosto quente estressa a levedura: a fermentação fica lenta e cheira a enxofre.

  • Meça e anote a densidade inicial.
  • Acerte o pH para 5,0–5,5 com limão. A partir do segundo lote, troque 20% da água por vinhaça filtrada.
  • Dissolva o DAP e a levedura fervida por 10 min.
  • Reidrate a levedura em água a ~35 °C por 15 min e só coloque no mosto abaixo de 32 °C.
Dias 1–10Rota A · 7–10 dias

Fermentar entre 26 e 30 °C

O calor brasileiro ajuda: é ele que produz os ésteres frutados. Acima de ~32 °C aparecem cheiro de solvente e álcool pesado. Em dia muito quente, envolva o balde num pano úmido. Comece a medir a densidade no dia 5.

Está pronto quando a densidade repetir o mesmo valor por 3 dias seguidos, perto de 0,995–1,000.

Dia 10Rota A · 5 h

Separar da borra e fazer a primeira destilação

Passe o mosto para outro recipiente, deixando a borra no fundo. A borra queima no alambique e deixa um gosto de queimado que não sai mais. Destile rápido, sem se preocupar com sabor, até o destilado sair a 10–15%.

Piso de segurança: descartar o início

Jogue fora pelo menos os primeiros 5 mL por litro de mosto (100 mL em 20 L). É por onde saem metanol, acetaldeído e acetona. Nunca prove essa parte. Vapor de etanol pega fogo: use aquecimento elétrico, ambiente ventilado e nenhuma chama perto da saída.

Guarde 4 L da vinhaça (o que sobra no alambique), filtrada, para o próximo lote. Use em até uma semana ou congele.

Dia 11Rota A · 6 h

Fazer a segunda destilação em potes numerados

Se o destilado da primeira passagem estiver acima de 40%, dilua a 30–35%. Destile devagar: um fio, não um jato. Destilar rápido mistura cabeça, coração e cauda, e depois não existe corte limpo.

  • Jogue fora de novo os primeiros 50 mL. Também é piso de segurança.
  • Colete o resto em potes de ~200 mL, numerados, anotando o teor de cada um.
  • Pare quando a saída cair a ~20% ou começar a cheirar a papelão molhado.
Dia 12Rota A · após 12–24 h

Escolher os cortes pelo cheiro

Deixe os potes abertos, cobertos com pano, por 12–24 h. Depois cheire um por um, do primeiro ao último:

  • Acetona, esmalte, cola: cabeça.
  • Limpo, frutado, doce: coração.
  • Papelão molhado, suor, óleo: cauda.

O estilo bourbon pede corte largo: inclua os primeiros potes com leve oleosidade. Junte o coração e meça; o alvo é 65–70%. Cabeça e cauda vão para a próxima segunda destilação, nunca para o copo.

Dia 12as duas rotas · 3 h

Tostar e queimar a madeira em três frações

A Rota B começa aqui. Use o forno preaquecido, aduelas secas numa assadeira e janela aberta. As temperaturas são ponto de partida, porque cada forno esquenta de um jeito.

  • Fração 1 (coco): 175 °C por 1 h.
  • Fração 2 (baunilha): 200 °C por 2 h.
  • Fração 3 (barril): 200 °C por 2 h. Deixe esfriar e passe o maçarico numa face larga até a superfície rachar como pele de jacaré. Escove o carvão solto.

Teste partindo uma aduela da fração 2 ao meio: tem que cheirar a baunilha e pão tostado. Se cheirar a café ou fumaça, passou do ponto.

Dia 13as duas rotas · 1 h

Diluir, separar a reserva e montar as frações

Rota A: dilua o coração a 60% com a calculadora de diluição. Coloque 90% da água indicada, espere esfriar (a mistura esquenta e encolhe), meça e complete. Rota B: não dilua; o destilado entra com o teor da garrafa.

  • Separe 20% sem madeira. É a reserva de correção.
  • Divida o resto em três frascos, deixando 10–20% de ar, com as aduelas indicadas na calculadora de madeira.
  • Guarde no escuro e fora do ar-condicionado: a diferença de temperatura entre dia e noite faz o álcool entrar e sair da madeira.
  • Opcional, fração 4: um pedaço de amburana de 5 × 2 × 1 cm em 100 mL, por 7 dias. Depois retire.
Teto de segurança: amburana no máximo 10% do blend

A amburana solta cumarina, que faz mal ao fígado. A ANVISA limita a cumarina a 10 mg/kg em bebidas alcoólicas, e cachaças de amburana já foram medidas com 0,6 a 30 mg/L. Esse teto é de segurança, não de gosto: não passe dele para acentuar o sabor.

Dias 14–901 a 3 meses

Provar toda semana e tirar a madeira no ponto

Abra cada frasco uma vez por semana para entrar oxigênio. Prove a partir da segunda semana, diluindo a ~30% (seção 06). Tire a madeira de cada fração quando o sabor estiver um pouco além do que você quer no final, porque o blend dilui.

Se depois de 4 semanas uma fração ainda estiver fraca, coloque mais uma aduela da mesma tosta. Madeira a mais se tira; gosto de madeira em excesso não sai.

Dia ≈901 dia

Montar o blend

Decida a proporção em amostras de 30 mL (seção 06) e só depois monte o definitivo com a calculadora de blend. Passou do ponto em madeira ou fumaça? Acrescente a reserva aos poucos.

Dias 90–1052 semanas

Descansar, filtrar, diluir e engarrafar

Deixe o blend descansar 2 semanas e filtre em filtro de papel. Dilua a 45–50% aos poucos, em três adições ao longo de 2 a 3 dias. Diluir de uma vez costuma deixar o destilado áspero e turvo. Engarrafe em vidro e etiquete com data e número do lote.

Rota C: destilaria registrada com a sua marca comercial · o parceiro destila e envelhece

É o caminho mais curto até uma garrafa legal: uma destilaria já registrada no MAPA produz a sua receita. O produto sai como aguardente de cana ou cachaça envelhecida (base de caldo) ou como rum (base de melaço), conforme o parceiro. Para o sabor, rum de melaço ou aguardente de cana envelhecida em barril novo são as apostas mais próximas do bourbon. Inferido

DestilariaLocalO que a fonte confirmaKosherContato público
WIBA!Alambique Ouro FinoTorre de Pedra-SPOferece "sua marca de cachaça". Barril de carvalho americano novo, tosta 1 a 4. Mínimo de 500 garrafas.Não informadocontato@cachacawiba.com.br
(11) 95472-0111
SapucaiaPirassununga-SPMarca própria e terceirização. Cachaça de caldo e rum de melaço (em carvalho europeu).Não informadoWhatsApp (11) 98265-6500
Destilaria BatistaSacramento-MGCachaça, rum, gin e vodka; carvalho americano e francês. Se o gin ou a vodka forem de grão, a kasherização fica mais exigente.Não informadocontato@cachacabatista.com.br
(34) 3489-0030
Alambique JPItupeva-SPProduz para terceiros; mais de 80 registros no MAPA; usa carvalho americano.Não informadoNão verificado
Cia. Müller (51)Pirassununga-SPKosher pela BDK. A lista de Pessach da BDK de 2021 incluía a Reserva 51 Carvalho Americano, de primeiro uso. Destila em coluna, não em alambique. Não anuncia marca própria: consultar.BDK; Pessach em 2021
PitúVitória de Santo Antão-PEKosher pela BDK. A Vitoriosa passa por carvalho francês e depois americano; compra barris novos da Premier Pack. Uso de alambique não confirmado. Não anuncia marca própria: consultar.BDK
Weber HausIvoti-RSAlambique de cobre de 600 L; leveduras selecionadas, sem grão; barris novos da Premier Pack; cachaça em carvalho americano. Também faz gin e vodka, possivelmente no mesmo equipamento. Não anuncia marca própria: consultar.Sim, agência não identificada
Dom BréAlambique GuaraniGuarani-MGCertificada pelo Rabinato do RJ (2019; selo reafirmado em 2023). Alambique de cobre. Mas usa fermento caipira com fubá de milho (kitniyot) e carvalho francês.Rabinato do RJ
TiêAiuruoca-MGProcesso bom para Pessach: leveduras do próprio canavial, sem substrato no pé-de-cuba (nenhuma menção a fubá); quatro alambiques de cobre a fogo direto; só o coração. As fontes se contradizem sobre a madeira (carvalho europeu ou americano), e barril de primeiro uso não está confirmado. Nenhum sinal público de certificação kosher; o Rabinato do RJ não divulga certificados sem autorização da fábrica, então é preciso perguntar.Não confirmadovendas@cachacatie.com.br
(11) 4233-9696
Passo 11–2 semanas

Escolher a base e pedir propostas

Peça a cada destilaria: alambique de cobre, fermentação sem fermento caipira, barril novo de carvalho americano com tosta média e queima por dentro, e amostras de destilado novo e de um envelhecido. O erro comum é aceitar barril "de primeiro uso" sem confirmar por escrito que nunca teve outra bebida.

Passo 22–4 semanas

Chamar a agência kosher antes de fechar contrato

Pessach exige produção especial com inspetor presente, insumos aprovados (a levedura principalmente) e kasherização do equipamento. Se a destilaria também faz gin, vodka ou whisky de grão, a kasherização é mais pesada. Contatos públicos:

  • BDK: certificacao@bdk.com.br · (11) 3082-9295
  • OK Brasil: brasil@ok.org · (11) 99626-4555
  • OU Brasil: info@ksdkosher.com · (11) 3898-6333
  • BKA: (11) 3361-7857
Passo 31–2 meses

Registrar a marca e definir o modelo no MAPA

Registre a marca no INPI (classe 33). Pela IN MAPA 72/2018 há três modelos:

  • Terceirização formal: você precisa ter estabelecimento próprio registrado (produtor ou padronizador), e o produto fica registrado em seu nome.
  • Granel e engarrafamento: você se registra como padronizador e/ou envasilhador e compra de produtor registrado.
  • Marca própria: a destilaria registra o produto e você é dono da marca. É prática documentada em cerveja; confirme com a destilaria. Inferido

O Decreto 12.709/2025 revogou o Decreto 6.871/2009 e manteve a terceirização (art. 116), com contratante e contratado respondendo juntos. Confirme com um responsável técnico se a IN 72 continua valendo sem mudanças.

Passo 41 dia a 1 semana

Produzir com o inspetor e lacrar os barris

Destilação supervisionada, barris novos lacrados e controle de lote durante todo o envelhecimento.

Passo 51–3 anos

Envelhecer e aprovar o blend

Para usar "envelhecida" em cachaça ou aguardente de cana, pelo menos 50% do volume precisa passar pelo menos 1 ano em barril de até 700 L. Premium exige 100% com 1 ano ou mais; Extra Premium, 100% com 3 anos ou mais. Rum exige carvalho por pelo menos 1 ano, e "rum velho", 2 anos. Aprove o blend provando como na seção 06.

Passo 62–4 semanas

Aprovar o rótulo

Vão no rótulo: número de registro do produto, a madeira ("envelhecida em barril de carvalho americano"), o selo de Pessach da agência e a frase de responsabilidade. Não podem ir: "bourbon" (nome exclusivo dos EUA), "whisky" (exige cereal), "artesanal", "caseiro", "natural", "pura".

Rota D: alambique a regularizar comercial · 1–2 meses no MAPA, mais a licença ambiental

Serve para produzir no alambique de alguém que ainda não tem registro. Antes de tudo, decida quem será o estabelecimento registrado: a IN 72/2018 aceita um único registro por planta.

  • Arrendar e registrar no seu CNPJ. Você tem controle total e pode entrar no Simples como produção própria. Em troca, licença, alvará, responsável técnico e boas práticas ficam com você, e mudar de endereço cancela o registro.
  • O dono regulariza e você encomenda. Exige que você tenha estabelecimento próprio registrado, o que não funciona sem planta. A alternativa é a marca própria da rota C, só que no alambique dele.
Passo 11–4 semanas

Contrato de arrendamento e CNPJ

CNAE 1111-9/01 (aguardente de cana) ou 1111-9/02 (outras aguardentes e destilados), com a atividade escrita no contrato social.

Passo 21–6 meses

Alvará e licença ambiental

Alvará de funcionamento na prefeitura (o protocolo já é aceito pelo MAPA). A licença ambiental é estadual, por causa da vinhaça; em MG, a norma é a DN COPAM 217/2017. Costuma ser a etapa mais lenta.

Passo 32–4 semanas

Responsável técnico e documentos no SIPEAGRO

A IN 72 pede ART do conselho de classe; na prática, químico (CRQ) ou engenheiro de alimentos ou agrônomo (CREA). No SIPEAGRO entram: planta, memorial descritivo, Manual de Boas Práticas e laudo da água. A água deve ser potável e desclorada no processo.

Passo 41–2 meses

Vistoria e registros

Análise documental e vistoria do auditor fiscal, sem custo. O registro de produto sai automático no SIPEAGRO, um para cada composição ou tempo de envelhecimento.

Passo 52–4 semanas

Análises, Receita Federal e impostos

  • Laboratório credenciado pelo MAPA: limites da Portaria 539/2022, entre eles metanol, cobre e carbamato de etila (até 210 µg/L).
  • Receita Federal: Registro Especial (gratuito, depende do registro no MAPA) e selo de controle.
  • Simples Nacional: permitido para micro e pequena destilaria registrada, vendendo a própria produção.
Passo 6antes da 1ª produção

Kasherizar e ajustar o processo

Chame a agência como na rota C. Ela deve aprovar a kasherização (hagalá do alambique), a levedura e o fim do fermento caipira. Ajustes para o sabor dentro da norma:

  • Base: caldo, para aguardente de cana envelhecida (até 54%, mais liberdade), ou melaço, para rum. Mosto de açúcar cristal com mascavo não tem padrão legal; deixe para uso caseiro.
  • Destilação: cobre e cortes mais largos que os de cachaça, mas confirmados em laudo.
  • Madeira: a queima vem do barril novo de até 700 L. A norma só admite lascas "torradas sem combustão", e sem declarar envelhecimento.
  • Aromatizantes: proibidos em cachaça, aguardente e rum.
Todo anoaté 31 de janeiro

Declarar produção e estoque ao MAPA

Apoio para o processo: cartilha "Como legalizar sua produção de cachaça" do SEBRAE-MG. Certificação voluntária de cachaça pelo Inmetro (Portaria 300/2023), feita em MG pelo IMA.

Rota E: lascas de madeira e compostos de aroma caseira · 3–6 semanas

Duas ferramentas que podem ser usadas separadas ou juntas. As lascas extraem a madeira muito mais rápido que aduelas. Os compostos puros acertam uma nota específica com precisão, incluindo notas que a cana não tem, como o maltado do grão. No comércio, cachaça, aguardente e rum não podem levar aromatizante; com compostos, o produto só poderia ser vendido como bebida composta. Para uso próprio, os limites da ANVISA servem de referência de segurança.

Lascas, barris, compostos, micropipeta e balança: veja Onde comprar, no início desta seção.

Composto puro: perigoso de manusear e sem volta na dose

Puros, esses compostos fazem mal. O furfural é tóxico se ingerido ou inalado e suspeito de causar câncer; não o use, a tosta já produz. O guaiacol é nocivo se ingerido. Eugenol e damascenona sensibilizam a pele. Os aldeídos do grão são altamente inflamáveis. Trabalhe só com solução-mãe diluída, de luvas nitrílicas e óculos, em lugar ventilado, com os frascos rotulados e longe de crianças. Um erro de vírgula multiplica a dose por mil, e excesso de composto não sai: só se dilui com destilado sem aroma.

Dia 02 h

Tostar e queimar as lascas

Use as mesmas três frações do dia 12 da rota A, com tempo menor, porque lasca é fina: 175 °C por 30–45 min para a fração de coco e 200 °C por 60–90 min para a de baunilha. Inferido Para a fração de barril, queime com maçarico ao ar livre, com as lascas espalhadas numa bandeja de metal, mexendo; espere esfriar por completo antes de guardar. Se comprar lascas já tostadas, queime só a porção da fração 3.

Dias 1–211–3 semanas

Extrair com 4–6 g de lascas por litro

Comece com 4–6 g/L em cada fração, a 60%. Nos estudos, 1 g/L por 15 dias já mudou a cachaça, e a tosta pesou mais que a origem do carvalho. Prove a cada 2–3 dias: lasca passa do ponto em dias, não em semanas. Para ir mais rápido, combine com a rota F.

Dia 221 h

Preparar as soluções-mãe no próprio destilado

Dissolva cada composto no próprio destilado kasher lePessach a 60% ou mais, a 1 mg/mL (0,1%). Isso resolve a dúvida sobre o veículo. Sem balança de 0,001 g, dilua em duas etapas: 100 mg em 10 mL e depois 1 mL dessa solução em 10 mL. Guarde em vidro âmbar com conta-gotas, rotulado com nome, concentração e data. Refaça a de 3-metilbutanal a cada poucas semanas, porque ele oxida.

Dias 22–291 semana

Titular um composto por vez numa amostra de 50 mL

Siga o protocolo da seção 06 com a calculadora de compostos. Os níveis medidos no bourbon (seção 02) são teto, não meta: a madeira já trouxe parte deles.

Dias 30–452 semanas

Aplicar 80% no lote, descansar e completar

Leve as doses para o lote com a calculadora. Ponha 80%, descanse uma semana, prove e só então decida os 20% restantes. Depois, faça o blend e engarrafe como nos dias 90 a 105 da rota A.

Rota F: envelhecimento acelerado e solera caseira · 1–2 semanas de calor, 2–4 de descanso

O que está medido: calor e ultrassom aceleram a extração da madeira. Não há evidência de que acelerem a oxidação e a formação de ésteres, que são a parte lenta. Use o calor para chegar mais rápido ao ponto de madeira, e a solera para ganhar idade de verdade ao longo dos anos. Um brandy de Jerez feito com lascas, ultrassom e agitação ficou, em análise química e em painel sensorial, parecido com brandy tradicional de 6 a 18 meses. Confirmado

Teto de segurança: 55 °C, pote com ar, nada de chama

Vapor de destilado a 60% já pega fogo em temperatura ambiente. Aqueça só em banho elétrico (sous-vide), nunca em forno, fogão ou micro-ondas. A 55 °C, um pote cheio com 25% de ar ganha ~0,4 bar de pressão; com 5% de ar, mais de 1 bar. Use pote de conserva com pelo menos 20–25% de ar e tampa rosqueada só até encostar. Abra só depois de frio, longe de chama.

Dia 01 h

Dividir o lote com um pote de controle

O pote A fica em temperatura ambiente; o pote B vai para o calor. Os dois recebem a mesma madeira: as aduelas da calculadora, ou 4–6 g/L de lascas. Sem o controle não dá para saber se o calor ajudou ou só cozinhou. Cubra os potes com papel-alumínio, porque luz foi associada a carbamato de etila em cachaça.

Dias 1–1412 h quente, 12 h fora

Ciclos a 50 °C no sous-vide

Coloque os potes com a água ainda fria e aqueça junto. Deixe 12 h a 50 °C e 12 h fora do banho, girando o pote uma vez por dia; não precisa abrir para dar ar. Prove a cada 2–3 dias, com o pote frio. Os estudos usaram calor contínuo, então o ciclo diário é inferência. Inferido

Opcional10–20 min por dia, 5 dias

Ultrassom com o pote fechado

Use lavadora ultrassônica de 40 kHz com o pote fechado dentro da água, até 50 °C; nunca ponha o destilado direto no tanque. Potência alta demais degrada os compostos da madeira.

Dias 14–422–4 semanas

Tirar a madeira e descansar

Pese o pote antes e depois para ver quanto evaporou, confira o teor e compare com o pote de controle.

Todo Pessachlotes anuais

Manter uma solera

Guarde em vidro, no escuro e sem madeira, um estoque de 3 vezes o lote anual. Antes de cada Pessach, retire 1/3 para engarrafar e reponha com o lote novo, já pronto e sem madeira. Cada ano novo vira só 1/3 da mistura: a variação entre lotes se dilui e a idade média sobe em direção a 3 anos (calculadora de solera). Cuidado: qualquer contaminação por chametz fica na solera para sempre.

Rota G: rum de melado ou melaço estilo bourbon caseira ou comercial · mesmo equipamento da rota A

Muda só a base: melado e melaço dão caramelo e fruta seca, notas que se ligam ao carvalho queimado. Legalmente é rum se levar melaço (35–54%, carvalho obrigatório por pelo menos 1 ano). O risco é o sabor de rum dominar; por isso começa com metade do açúcar vindo de cristal. Inferido

Dia −7compras

Escolher melado, rapadura ou melaço sem aditivo

Melado industrializado pode levar xarope de glicose, em geral de milho, ou seja, kitniyot. Melaço de usina vendido para ração pode ter aditivos de processo. Prefira melado ou rapadura 100% cana, ou melaço alimentício com hechsher.

Dia 02 h

Montar o mosto com metade do açúcar de cristal

Na calculadora de mosto, ponha 50% no campo do segundo ingrediente e, no campo de açúcares, cerca de 70% para melado, 80% para rapadura e 50% para melaço. São valores de partida; o densímetro corrige. Inferido No lote seguinte, suba ou baixe essa proporção conforme o rum apareça.

Dias 1–147–14 dias

Fermentar mais tempo, com vinhaça

Fermente entre 28 e 32 °C. A partir do 2º lote, troque 25% da água por vinhaça (o dunder do rum) para ganhar ésteres. Não use "poço de fermentação" com bactérias, a técnica dos rums mais pesados: é imprevisível.

Dias 14–16como na rota A

Destilar e envelhecer como na rota A

Siga os passos dos dias 10 a 13 da rota A. Se o rum dominar, estreite o corte de cauda e dê mais peso às frações de baunilha e de barril no blend.

Rota H: extrato de carvalho caseiro caseira · o boisé do conhaque · 2–4 meses

Em vez de pôr o destilado na madeira, faz-se um concentrado de madeira à parte e dosa-se no destilado. É como o conhaque ajusta o perfil com o boisé. Dá um controle fino e o mesmo resultado lote após lote. O processo segue o eixo da seção 02: água extrai tanino, açúcares da madeira e caramelo; álcool forte extrai vanilina e lactona. Por isso são dois extratos, misturados no fim. Dosagens e tempos são reconstrução. Inferido

Dia 03 h

Tostar e queimar a madeira

Use lascas ou cubos de carvalho americano novo, com as mesmas três frações do dia 12 da rota A.

Dia 11 h

Extrato de água, misturado ao álcool no mesmo dia

Use 100 g de madeira por litro de água, em fervura branda por 30–60 min, e coe. No mesmo dia, junte ao extrato de álcool (próximo passo) ou a destilado a 60%: extrato só de água estraga.

Dias 1–564–8 semanas

Extrato de álcool

Use 100 g de madeira por litro de destilado a 60–65%, no escuro, por 4–8 semanas. Para chegar a ~40% de álcool na mistura final, use metade do volume em extrato de água: com destilado a 60%, 1 L de extrato de álcool leva 0,5 L de extrato de água.

Dias 56–1201–2 meses

Juntar, descansar e dosar por prova

Junte os dois extratos, descanse no escuro e filtre. Dose num destilado de cana neutro: o da rota A sem madeira, ou um destilado com hechsher lePessach. Em 50 mL de destilado, acrescente 0,1 mL de extrato por vez, prove e anote; depois a calculadora de adição leva a dose para o lote todo.

A lista de Pessach da BDK de 2021 incluía 51 Exportação 700 mL e 29 PET 500 mL; confira a lista do ano antes de usar.

05

Calculadoras

Os valores iniciais são um exemplo que parte de um mosto de 20 L. Troque pelo que você medir em cada etapa; os números ficam salvos no diário do lote (seção 04).

Mosto Rota A

Quantidades para o volume final, já com o açúcar dissolvido. O rendimento considera que 65% do álcool vai para o coração; cabeça, cauda e evaporação ficam de fora.

Açúcar cristal
2,48 kg
Mascavo
1,06 kg
DAP
10 g
Levedura seca
20 g
Levedura fervida
10 g
Teor potencial
8,8%
Rende a 50%
2,3 L

Diluição e frações Rota A; a Rota B não dilui

Informe o volume e o teor do coração, medidos a 20 °C. A conta não considera que a mistura de água e álcool encolhe: coloque 90% da água, meça e complete.

Água
224 mL
Volume final
1.904 mL
Reserva 20%
381 mL
Cada fração
508 mL

Madeira por fração as duas rotas

A área conta todas as faces da aduela. 150 cm²/L é ponto de partida; na fração 3, só uma face larga é queimada.

Área por aduela
75 cm²
Aduelas
1,0
Total a cortar
10,2 cm
Queimado, fração 3
50 cm²/L

Blend e garrafa as duas rotas

Informe o volume que vai misturar, medido depois de tirar a madeira (ela absorve destilado). Todas as frações entram no mesmo teor.

Fração 1
350 mL
Fração 2
560 mL
Fração 3
490 mL
Amburana
0 mL
Água
280 mL
Garrafas 700 mL
2,4

Cada 10 mL de reserva (a 60%) que você acrescentar pede mais 2 mL de água para manter 50%.

Compostos de aroma rota E

Dose a partir de uma solução-mãe feita no próprio destilado; 1 mg/mL é 0,1%. Os níveis do bourbon (seção 02) são teto, não meta.

No lote
700 µL
Na amostra
25 µL
Composto a pesar
10 mg
Composto no lote
0,70 mg

Escala da prova rotas E e H

Leva para o lote a dose de extrato de carvalho (ou de qualquer adição líquida) que funcionou na amostra, e mostra quanto o teor muda.

No lote
8,4 mL
Por litro
6,0 mL/L
Teor depois
59,9%

Solera rota F

Supõe o estoque cheio desde o primeiro ano e a mesma fração retirada todo Pessach, reposta com o lote novo. A idade é a média do que sai para a garrafa.

Estoque
6,0 L
Retirar e repor
2,0 L
Idade neste ano
2,9 anos
Idade no limite
3,3 anos
06

Prova e blend

Como provar ao longo das semanas, quando cada fração está pronta e como chegar à proporção final.

Como provar

Ponto de retirada por fração

FraçãoPronta quandoPassou do ponto quando
1: cocoCoco claro e madeira fresca, sem amargor.Lembra protetor solar ou tábua.
2: baunilhaBaunilha nítida, caramelo, pão tostado.Amargor seco que prende a boca.
3: barrilÂmbar médio; cravo e fumaça perceptíveis, sem dominar.Cinzeiro, carvão.
4: amburanaCanela leve em 7 dias.Cumaru dominando. Não passe de 7 dias.

Blend em amostra de 30 mL

Comece com 25/40/35, ou seja, 7,5 / 12 / 10,5 mL. Mude uma fração de cada vez, em 1,5 mL (5%), tirando a mesma quantidade de outra. Anote cada tentativa e dilua a amostra a ~30% antes de provar. Quando achar a proporção, copie os percentuais na calculadora de blend.

Referência

Para calibrar, compare com um bourbon de verdade antes de Pessach, lado a lado, com copos e seringas separados, porque o bourbon é chametz.

Gosto que divide

Amburana é questão de gosto. Em vez de decidir pelo lote todo, engarrafe uma parte sem e outra com, respeitando o teto de 10%. A calculadora mantém o teor nas duas.

Compostos de aroma: um de cada vez

Extrato de carvalho

Em 50 mL do destilado base, acrescente 0,1 mL de extrato por vez, espere 30 min e prove. Quando achar o ponto, a calculadora de escala leva a dose para o lote. Faça o blend final uma semana depois, porque o extrato ainda se integra.

07

Diagnóstico

Organizado pelo que você percebe. Onde diz "só prevenível", não existe conserto para o lote atual.

Cheiro de acetona ou esmalte; dor de cabeça
Cabeça mal cortada. Redestile o lote inteiro com cortes corretos. Da próxima vez, use potes menores e cheire no dia seguinte.
Papelão molhado, suor, óleo rançoso
Cauda demais no coração. Redestile, ou dilua com destilado limpo de outro lote.
Ovo podre, borracha, repolho
Levedura estressada por falta de nitrogênio, ou pouco contato com cobre. Redestile em alambique de cobre. Da próxima vez, use DAP e levedura fervida.
Plano: só madeira, nenhuma fruta
Fermentação fria (abaixo de 24 °C) ou coração estreito demais. Só prevenível.
Parece rum
Mascavo demais no mosto. O lote atual só melhora misturado com um lote feito só de açúcar cristal. Da próxima vez, baixe o mascavo.
Gosto de tábua ou serragem; amargor que seca a boca
Madeira mal tostada, madeira demais ou tempo demais. Dilua com a reserva.
Cinzeiro; fumaça dominando
Fração 3 demais no blend, ou queima grossa. Reduza a fração 3.
Cor escura, mas gosto ralo
Queima sem tosta suficiente embaixo. Aumente a fração 2.
Coco enjoativo, "protetor solar"
Fração 1 demais. Reduza no blend.
Canela e cumaru dominando
Amburana demais. Reduza a proporção, sem nunca passar de 10%, que é teto de segurança.
Amadeirado, mas áspero e "novo"
Extraiu sabor da madeira sem oxidar. Deixe descansar mais tempo em frasco com ar, abrindo toda semana, num lugar onde a temperatura varie.
Fermentação parou acima de 1,010
Se o pH estiver abaixo de 3,5, o mosto ficou ácido demais (mosto de açúcar segura pouco o pH): adicione 1 g/L de carbonato de cálcio grau alimentício e mexa. Se fez calor acima de 35 °C, leve para um lugar mais fresco e coloque levedura de novo.
Mofo peludo ou colorido no mosto
Contaminação. Descarte o lote inteiro. Só prevenível: equipamento limpo e levedura colocada no mesmo dia.
Destilado com tom verde-azulado
Não beba. É cobre dissolvido, vindo de verdete no alambique. Limpe o alambique e redestile; na dúvida, descarte.
Turva ao diluir
Óleos e ésteres pesados saindo da solução abaixo de ~46%. Inofensivo; se incomodar, gele e filtre.
Baunilha de sorvete, perfume, gosto sintético
Vanilina ou whisky-lactona demais (rota E). Só dá para diluir com destilado sem aroma. Da próxima vez, titule na amostra.
Remédio, curativo, fumaça de hospital
Guaiacol acima do nível do bourbon (56 µg/L). Só diluindo.
Suor, queijo
3-Metilbutanal oxidado ou em excesso. Faça solução-mãe nova e dilua o lote.
Cozido, amargo, madeira "passada" depois do calor
Calor alto ou longo demais (rota F). Compare com o pote de controle e dilua com ele. Da próxima vez, 50 °C e provas a cada 2 dias.
Tampa estufada ou pote vazando no banho quente
Pouco espaço de ar ou tampa apertada. Desligue o banho, deixe esfriar na água e só então abra, longe de chama.
Extrato de água azedo, turvo ou com mofo
Não foi misturado ao álcool no mesmo dia (rota H). Descarte. Só prevenível.